criação

MÚSICA Solo I e II | António Pinho Vargas | 1 de Março | segunda | 21h30 | Teatro Académico de Gil Vicente

TEATRO Vulcão | de Abel Neves | com Custódia Gallego | encenação de João Grosso | Teatro Nacional D. Maria II / ACE–Teatro do Bolhão | 2 de Março | terça | 21h30 | Teatro da Cerca de São Bernardo

TEATRO Historias Tricolores ou de como aqueles animaliños proclamaron a república | Cándido Pazó | 3 de Março | quarta | 21h30 | Teatro da Cerca de São Bernardo

TEATRO Concerto à la carte | de Franz Xaver Kroetz | com Ana Bustorff | encenação de Rui Madeira | Companhia de Teatro de Braga | 4 de Março | quinta | 21h30 | Teatro Académico de Gil Vicente

TEATRO Mary Stuart Denise Stoklos | 5 de Março | sexta | 21h30 | Teatro Académico de Gil Vicente

TEATRO Calendário da Pedra Denise Stoklos | 6 de Março | sábado | 21h30 | Teatro da Cerca de São Bernardo



formação

No âmbito do ciclo "do monólogo, coisa pública" decorre um workshop, orientado pelo galego Cándido Pazó, intitulado "A oralidade no actor", com uma duração de 16 horas. As sessões decorrem no Teatro de Bolso do TEUC (Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra) e está prevista a realização de uma apresentação pública no final do workshop.

1 a 4 de Março 16h30 - 19h00 5 de Março 14h00 - 17h00 6 de Março 15h00 - apresentação pública



reflexão

Espaço de debate com os artistas convidados, dramaturgos e encenadores em torno do ciclo "do monólogo, coisa pública", organizado em colaboração com o Curso de Estudos Artísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

3 de Março | quarta-feira | 17h00 | local a definir | João Maria André (moderação), Abílio Hernandez, Afonso Becerra de Becerreá, António Pinho Vargas, Daniel Tércio e Fernando Matos Oliveira.

5 de Março | sexta-feira | 17h00 | local a definir | Abel Neves, Ana Bustorff, Cándido Pazó, Custódia Gallego, Denise Stoklos e Rui Madeira.



apresentação do ciclo

“O monólogo foi olhado durante séculos com uma indisfarçada desconfiança.

O realismo e o naturalismo toleravam-no, dentro da forma teatral, como excepção: era estático, anti-teatral, inverosímil.

Nos clássicos gregos e em Shakespeare, no entanto, a presença do solilóquio é exemplar. Como pensar peças como Medeia, Rei Édipo, Hamlet, Lear, sem a reflexão solipsista dos seus protagonistas?

[...] " [continue a ler aqui o texto de António Augusto Barros]



conferência de imprensa

António Pinho Vargas, Custódia Gallego, Cándido Pazó, Ana Bustorff e Denise Stoklos são os artistas convidados pela Reitoria da Universidade de Coimbra e pel'A Escola da Noite no âmbito do ciclo “do monólogo, coisa pública”, integrado no programa da XII edição da Semana Cultural da Universidade, que vai decorrer entre 1 e 6 de Março.

[...] " [Continue a ler aqui o press-release da conferência de imprensa]

conferência de imprensa



António Pinho Vargas, Custódia Gallego, Cándido Pazó, Ana Bustorff e Denise Stoklos são os artistas convidados pela Reitoria da Universidade de Coimbra e pel'A Escola da Noite no âmbito do ciclo “do monólogo, coisa pública”, integrado no programa da XII edição da Semana Cultural da Universidade, que vai decorrer entre 1 e 6 de Março.

O programa completo da iniciativa foi apresentado esta manhã em Coimbra, numa conferência de imprensa em que intervieram o Reitor da Universidade, Seabra Santos, o Pró-Reitor para a Cultura, José António Bandeirinha, e o director artístico d'A Escola da Noite, António Augusto Barros.

Convidada para conceber e produzir a parte externa à Universidade da programação da Semana Cultural (que, na sua globalidade, inclui mais de 70 iniciativas promovidas pela própria comunidade académica), A Escola da Noite propôs o ciclo “do monólogo, coisa pública”.

António Augusto Barros salienta a tríade em que propositadamente assenta esta proposta: criação, formação e reflexão. Partindo do tema definido para a Semana Cultural - “Causa pública: o público e o mediático”, A Escola da Noite construiu um programa assente no monólogo, enquanto género teatral que conquistou a sua autonomia na escrita dramática contemporânea. “Um homem ou uma mulher em cena podem ser um mundo em si próprios, acompanhando a pluralização do eu que o século passado promoveu como nenhum outro, falam com as suas vozes, os seus outros eus; e falam com o mundo, são ícones do mundo, resistindo à incomunicação que medra nas cidades”, escreve António Augusto Barros. Daí a idéia do monólogo como “coisa pública”, como forma particular da abordagem das artes cénicas ao contexto em que vivemos. “Estamos todos a falar sozinhos, nas ruas, nos asilos, nas prisões, nos hospitais. Como poderia o teatro, talvez a mais política das artes, a mais atenta e dependente da polis, resistir a falar de tudo isto?”, pergunta António Augusto Barros.

O ciclo inclui seis espectáculos, que preencherão as noites, de segunda a sábado, da Semana Cultural: “Solo I e II”, concerto de António Pinho Vargas que assinala o regresso do compositor a Coimbra, onde há vários anos não se apresentava; “Vulcão”, a peça que Abel Neves escreveu para a actriz Custódia Gallego, numa co-produção entre o Teatro Nacional D. Maria II e o Teatro do Bolhão; “Historias Tricolores: ou de como aqueles animaliños proclamaron a República”, uma viagem pela história recente de Espanha através das memórias dos personagens incarnados por Cándido Pazó; “Concerto à la Carte”, um exigentíssimo trabalho da actriz Ana Bustorff perante o texto (uma longa didascália) do dramaturgo alemão Franz Xaver Kroetz; e por fim, Denise Stoklos. O público de Coimbra terá finalmente oportunidade de assistir ao vivo ao trabalho de uma das mais consagradas actrizes brasileiras, com uma impressionante e premiada carreira internacional. No âmbito da Semana Cultural, apresentará em Coimbra dois espectáculos: “Mary Stuart”, que mantém em reportório há vários anos e é considerado como um dos seus trabalhos mais emblemáticos, e “Calendário da Pedra”, mais recente, que tem sido apresentado nas principais salas brasileiras e internacionais.

Para além dos espectáculos, o ciclo inclui ainda o workshop “A oralidade no actor”, dirigido por Cándido Pazó (co-organizado com o Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra) e um conjunto de dois debates, que reunirão especialistas em artes cénicas e os artistas presentes na semana, numa iniciativa conjunta da Reitoria e do Curso de Estudos Artísticos da Faculdade de Letras, proposta pel'A Escola da Noite.

Os espectáculos repartem-se pelo Teatro Académico de Gil Vicente e pelo Teatro da Cerca de São Bernardo e têm lugar, entre 1 e 6 de Março, sempre às 21h30. Os bilhetes podem ser reservados ou adquiridos com antecedência nas próprias salas, já a partir da próxima semana.

A Escola da Noite
Coimbra, 4 de Fevereiro de 2010.


do monólogo, coisa pública

“O monólogo foi olhado durante séculos com uma indisfarçada desconfiança.

O realismo e o naturalismo toleravam-no, dentro da forma teatral, como excepção: era estático, anti-teatral, inverosímil.

Nos clássicos gregos e em Shakespeare, no entanto, a presença do solilóquio é exemplar. Como pensar peças como Medeia, Rei Édipo, Hamlet, Lear, sem a reflexão solipsista dos seus protagonistas?

A escrita contemporânea, em especial a escrita da segunda metade do século XX, caracteriza-se pela “destruição da dramaturgia dialógica”. Não se trata de uma substituição nem de uma menorização da palavra, mas de um outro entendimento da escrita, menos auto-suficiente e mais consciente da sua parte na organização cénica. O discurso cénico reorganiza-se de forma rapsódica, valoriza-se a colagem, o fragmento, a pulsão poética. Beckett, Heiner Müller, Handke, Kroetz, Gregory Motton e um sem número de dramaturgos escreveram, escrevem para um acto criativo que quer estabelecer um novo protocolo com o espectador entregando-lhe uma parte maior do que a mera decifração de um enredo, entregando-lhe dúvidas, perplexidades, partes ocas, buracos negros para que complete a sua leitura de uma forma crítica, criativa.

O monólogo, o solo, para além de meras razões económicas (que também as há), autonomizou-se mesmo da obra, deixou de ser parte para passar a ser um género próprio, uma forma autónoma cada vez mais cultivada.

Um homem ou uma mulher em cena podem ser um mundo em si próprios, acompanhando a pluralização do eu que o século passado promoveu como nenhum outro, falam com as suas outras vozes, os seus outros eus; e falam com o mundo, são ícones do mundo, resistindo à incomunicação que medra nas cidades, à insatisfação, à mutilação do desejo, ao abandono dos velhos, dos marginais, das crianças, dos desempregados, dos esfomeados. Estamos todos a falar sozinhos, nas ruas, nos asilos, nas prisões, nos hospitais. Como poderia o teatro, talvez a mais política das artes, a mais atenta e dependente da polis, resistir a falar de tudo isto?”

António Augusto Barros


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Denise Stoklos | Calendário da Pedra








TEATRO Calendário da Pedra Denise Stoklos | 6 de Março | sábado | 21h30 | Teatro da Cerca de São Bernardo


A estrutura do texto é originária de um poema de Gertrude Stein, "Book of Anniversary", e mostra – por meio de um aparente diário anual – pensamentos, emoções, acções próprias relativas mais ao interior da personagem do que ao tempo cronológico. Contestação do sistema social em que vivemos, onde os valores dependem sempre da utilidade prática ou de rendimentos concretos.
Do íntimo da personagem solitária, vemos o íntimo colectivo, subconsciente, da natureza humana que se reveste de momentos grandiosos e de momentos simples, mas todos igualmente vitais.

Assistimos a uma personagem acossada por lembranças, aspirações e escolhas, que expõe a nossa própria vulnerabilidade. É por isso que, aos nossos olhos, ela se torna dramática, terminal e fatal, sem que realmente o seja.
Com os seus desejos e angústias, a personagem relaciona-se com o tempo (ora fisicamente, ora transcendendo-o), criando prioridades não convencionais. Ao abster-se de uma narrativa realista, ela fala-nos não de "um certo alguém", mas de "todos nós".
Confrontando-se sem tréguas, este ser humano reflecte agindo acerca da sua história, mas sempre em busca da capacidade de comunicar melhor, consigo mesmo e com o outro.

texto, encenação, dramaturgia, coreografia e interpretação Denise Stoklos assistente de encenação e dramaturgia, pesquisa bibliográfica e voz gravada Antonia Ratto espaço cénico e vídeo Leonardo Ceolin e Thais Stoklos Kignel sonoplastia Piatã Stoklos Kignel, Thais Stoklos Kignel, Antonia Ratto, Denise Stoklos iluminação Wagner Freire figurino Marie Toscano assistente de figurino Carolina Ferraz operação de luz Aline Barros produção e operação de som Patrícia Torres duração 75’ M/14


[fotografia de Thaís Stocklos Kignel]


Denise Stoklos | Mary Stuart












TEATRO Mary Stuart Denise Stoklos | 5 de Março | sexta | 21h30 | Teatro Académico de Gil Vicente


“Mary Stuart” estreou em 1987 no La Mama – Experimental Theatre Club, em Nova Iorque, e desde então tem recebido os maiores elogios da crítica internacional. Inspirado em vários textos sobre a rainha da Escócia, Mary Stuart, este trabalho é a base do que Denise Stoklos designa como “Teatro Essencial”, aquele que utiliza o mínimo de recursos materiais e o máximo dos próprios meios do actor – corpo, voz e pensamento.

Sozinha no palco, Denise é simultaneamente Mary Stuart, aprisionada e condenada à morte, e a prima desta, Elizabeth I, rainha de Inglaterra.

Num espectáculo que não tem tempo cronológico, dimensão espacial ou uma geografia determinada, há lugar a muito humor, palavra e gesto. A encenação foge aos parâmetros convencionais do teatro
. O cenário é o despojamento do palco. Paredes vazias, apenas uma cadeira em cena. Aí vemos Mary Stuart encarcerada numa masmorra, para no instante seguinte, sem mudança de figurino, aparecer a rainha Elizabeth I, e daí passamos à actualidade, 400 anos depois, numa semelhante situação de poder.

coreografia, encenação e interpretação Denise Stoklos textos Dacia Maraini, Romain Gary e Denise Stoklos iluminação Denise Stoklos e Isla Jai operação de luz Aline Barros produção e operação de som Patrícia Torres duração 75’ M/14


[fotografia de Thaís Stoklos Kignel]


Ana Bustorff













TEATRO
Concerto à la carte | de Franz Xaver Kroetz | com Ana Bustorff | encenação de Rui Madeira | Companhia de Teatro de Braga | 4 de Março | quinta | 21h30 | Teatro Académico de Gil Vicente


Mesquinhos e miseráveis. Inúteis e indiferenciados. Somos afinal aquilo que o neo-liberalismo quis fazer de nós: números, cabeças enredadas numa única luta: a sobrevivência a qualquer custo. Num regresso à companhia de que é fundadora, Ana Bustorff, com encenação de Rui Madeira, traz-nos “Concerto à la Carte”, a vidinha duma senhora, igual a tantas que moram no apartamento ao lado, que se cruzam connosco no supermercado, a quem olhamos sem ver e que morrem sem sabermos e sem elas mesmas darem por isso.

”É de facto uma comédia social ao contrário. É um espectáculo de risco. É um espectáculo de compromisso, de postura artística e ética sobre o nosso tempo. É uma performance de actriz. De uma grande actriz que, mais uma vez escolheu o caminho mais difícil. Afinal o caminho da Companhia de Teatro de Braga. Mas é também uma Homenagem a todas as Mulheres que não são acontecimento.”

Rui Madeira

texto Franz Xaver Kroetz tradução Maria Adélia Silva Melo encenação Rui Madeira interpretação Ana Bustorff cenografia Carlos Sampaio figurinos Sílvia Alves desenho de luz Fred Rompante sonoplastia Pedro Pinto assistentes de encenação Frederico Bustorff Madeira, Solange Sá duração 90’ M/12

[fotografia de Paulo Nogueira]

Cándido Pazó











TEATRO Historias Tricolores ou de como aqueles animaliños proclamaron a república | Cándido Pazó [espectáculo falado em Galego] | 3 de Março | quarta | 21h30 | Teatro da Cerca de São Bernardo


Uma proposta que combina a experiência de Cándido Pazó como contador de histórias com as suas facetas de actor, autor e encenador. Um trabalho a solo, enquadrado entre a narração oral e o teatro, que procura os antecedentes cénicos nos espectáculos a solo de Dario Fo, El Brujo e outros jograis da palavra.

Um texto divertido e emotivo no qual o cómico e narrador, com humor e evocação, junta várias histórias num conjunto cénico que reivindica a memória de duas personagens humildes e anónimas implicadas nos atribulados momentos históricos que lhes tocou viver: a proclamação da II República Espanhola, a Guerra Civil, o Exílio…

texto, encenação e narração Cándido Pazó iluminação Afonso Castro adereços Carlos Portomeñe espaço sonoro Afonso Castro e Cándido Pazó colaboração musical María Xosé López e Manuel Riveiro técnico de luz e som Afonso Castro produção María Xosé López duração 77’ M/12


[fotografia de Afonso Castro]


Custódia Gallego















TEATRO Vulcão | de Abel Neves | com Custódia Gallego | encenação de João Grosso | Teatro Nacional D. Maria II / ACE–Teatro do Bolhão | 2 de Março | terça | 21h30 | Teatro da Cerca de São Bernardo


O Teatro Nacional D. Maria II e a ACE – Teatro do Bolhão apresentam “Vulcão”, de Abel Neves.

Neste monólogo, com encenação de João Grosso, Custódia Gallego aborda, de forma emocionante, temas como a violência física e psicológica, numa clara remissão para o extermínio alemão nazi.

O dramaturgo, poeta e romancista Abel Neves tem publicadas várias obras para teatro, tendo sido o vencedor em 2009 da III edição do Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva.

Submissa quanto pode e deve ser, Valdete vive os seus dias nas garras de um monstro, o seu marido Samuel. Antes de casar, sonhou com ele um amor feliz, mas depois o nascimento de um filho cego revela a natureza bizarra do seu homem. Obcecado com a ideia do extermínio, de acabar com os fracos, Samuel recolhe todos os cães que encontra e atira-os à morte, construindo perto da casa um poço semelhante ao dos antigos fojos de lobo.

Uma noite, entrega o seu pequeno filho à máfia do tráfico de órgãos e, muito provavelmente também, à morte.

Prisioneira na sua própria casa, algemada, Valdete resiste ao martírio, à violação e, sempre na esperança de poder saber onde está o seu querido filho, aceita continuar a vida junto do homem que odeia. Até que ele, alcoolizado, sofre um ataque...


texto Abel Neves encenação João Grosso interpretação Custódia Gallego cenografia Rui Alexandre figurinos Dino Alves desenho de luz José Nuno Lima sonoplastia Luis Aly assistente de encenação Catarina Bernardo produção Alice Pratas duração 85’ M/16


[fotografia de Margarida Dias]


António Pinho Vargas















MÚSICA Solo I e II | António Pinho Vargas | 1 de Março | segunda | 21h30 | Teatro Académico de Gil Vicente

Dois anos depois do regresso à música ao vivo e em disco de António Pinho Vargas, chega a vez de Coimbra assistir ao concerto a solo deste conceituado pianista e compositor português.

Um regresso a Coimbra que ocorre numa altura em que, para além de estar a terminar o doutoramento em Coimbra, António Pinho Vargas é investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e professor de Música Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

“O projecto de gravar um disco a solo com grande parte das músicas compostas para os meus grupos de jazz de 1976 a meados dos anos 90 já era antigo. O David Ferreira insistia comigo há vários anos mas por várias razões só em Dezembro de 2007 as gravações no CCB tiveram lugar. Surgiu então um outro problema. Quando pensava que ia gravar um disco, registei, por excesso de entusiasmo, três horas de música. A solução encontrada acabou por ser a edição de dois cds duplos: “Solo” em Julho de 2008 e “Solo II” em Outubro de 2009. Este segundo cd completa o projecto inicial.

Neste concerto, irei talvez concentrar-me mais nas músicas do II volume mas sem perder de vista que a ideia era, e sempre foi, registar num todo, um testemunho de cerca de 30 anos de actividade musical. Depois de 12 anos sem gravar e sete sem fazer concertos – o trabalho da composição tem sido felizmente muito – o regresso aos concertos tem-me mostrado que nem tudo foi tão inútil como às vezes parece aos artistas e que continuam a existir tanto uma “intensa afectividade” por parte da abstracção chamada público – que muitas vezes se transforma em pessoas que dão abraços e dizem coisas inesquecíveis – como o prazer físico e mental de tocar piano.”

António Pinho Vargas, Junho de 2009


[fotografia de Isabel Pinto]

XII Semana Cultural da Universidade de Coimbra | 1 a 6 de Março de 2010
Teatro Académico de Gil Vicente e Teatro da Cerca de São Bernardo | Coimbra
Organização da Reitoria da Universidade de Coimbra e d'A Escola da Noite
Para informações e reservas contactar através de geral@aescoladanoite.pt ou telefone 239718238