Cándido Pazó











TEATRO Historias Tricolores ou de como aqueles animaliños proclamaron a república | Cándido Pazó [espectáculo falado em Galego] | 3 de Março | quarta | 21h30 | Teatro da Cerca de São Bernardo


Uma proposta que combina a experiência de Cándido Pazó como contador de histórias com as suas facetas de actor, autor e encenador. Um trabalho a solo, enquadrado entre a narração oral e o teatro, que procura os antecedentes cénicos nos espectáculos a solo de Dario Fo, El Brujo e outros jograis da palavra.

Um texto divertido e emotivo no qual o cómico e narrador, com humor e evocação, junta várias histórias num conjunto cénico que reivindica a memória de duas personagens humildes e anónimas implicadas nos atribulados momentos históricos que lhes tocou viver: a proclamação da II República Espanhola, a Guerra Civil, o Exílio…

texto, encenação e narração Cándido Pazó iluminação Afonso Castro adereços Carlos Portomeñe espaço sonoro Afonso Castro e Cándido Pazó colaboração musical María Xosé López e Manuel Riveiro técnico de luz e som Afonso Castro produção María Xosé López duração 77’ M/12


[fotografia de Afonso Castro]


Custódia Gallego















TEATRO Vulcão | de Abel Neves | com Custódia Gallego | encenação de João Grosso | Teatro Nacional D. Maria II / ACE–Teatro do Bolhão | 2 de Março | terça | 21h30 | Teatro da Cerca de São Bernardo


O Teatro Nacional D. Maria II e a ACE – Teatro do Bolhão apresentam “Vulcão”, de Abel Neves.

Neste monólogo, com encenação de João Grosso, Custódia Gallego aborda, de forma emocionante, temas como a violência física e psicológica, numa clara remissão para o extermínio alemão nazi.

O dramaturgo, poeta e romancista Abel Neves tem publicadas várias obras para teatro, tendo sido o vencedor em 2009 da III edição do Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva.

Submissa quanto pode e deve ser, Valdete vive os seus dias nas garras de um monstro, o seu marido Samuel. Antes de casar, sonhou com ele um amor feliz, mas depois o nascimento de um filho cego revela a natureza bizarra do seu homem. Obcecado com a ideia do extermínio, de acabar com os fracos, Samuel recolhe todos os cães que encontra e atira-os à morte, construindo perto da casa um poço semelhante ao dos antigos fojos de lobo.

Uma noite, entrega o seu pequeno filho à máfia do tráfico de órgãos e, muito provavelmente também, à morte.

Prisioneira na sua própria casa, algemada, Valdete resiste ao martírio, à violação e, sempre na esperança de poder saber onde está o seu querido filho, aceita continuar a vida junto do homem que odeia. Até que ele, alcoolizado, sofre um ataque...


texto Abel Neves encenação João Grosso interpretação Custódia Gallego cenografia Rui Alexandre figurinos Dino Alves desenho de luz José Nuno Lima sonoplastia Luis Aly assistente de encenação Catarina Bernardo produção Alice Pratas duração 85’ M/16


[fotografia de Margarida Dias]


António Pinho Vargas















MÚSICA Solo I e II | António Pinho Vargas | 1 de Março | segunda | 21h30 | Teatro Académico de Gil Vicente

Dois anos depois do regresso à música ao vivo e em disco de António Pinho Vargas, chega a vez de Coimbra assistir ao concerto a solo deste conceituado pianista e compositor português.

Um regresso a Coimbra que ocorre numa altura em que, para além de estar a terminar o doutoramento em Coimbra, António Pinho Vargas é investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e professor de Música Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

“O projecto de gravar um disco a solo com grande parte das músicas compostas para os meus grupos de jazz de 1976 a meados dos anos 90 já era antigo. O David Ferreira insistia comigo há vários anos mas por várias razões só em Dezembro de 2007 as gravações no CCB tiveram lugar. Surgiu então um outro problema. Quando pensava que ia gravar um disco, registei, por excesso de entusiasmo, três horas de música. A solução encontrada acabou por ser a edição de dois cds duplos: “Solo” em Julho de 2008 e “Solo II” em Outubro de 2009. Este segundo cd completa o projecto inicial.

Neste concerto, irei talvez concentrar-me mais nas músicas do II volume mas sem perder de vista que a ideia era, e sempre foi, registar num todo, um testemunho de cerca de 30 anos de actividade musical. Depois de 12 anos sem gravar e sete sem fazer concertos – o trabalho da composição tem sido felizmente muito – o regresso aos concertos tem-me mostrado que nem tudo foi tão inútil como às vezes parece aos artistas e que continuam a existir tanto uma “intensa afectividade” por parte da abstracção chamada público – que muitas vezes se transforma em pessoas que dão abraços e dizem coisas inesquecíveis – como o prazer físico e mental de tocar piano.”

António Pinho Vargas, Junho de 2009


[fotografia de Isabel Pinto]

XII Semana Cultural da Universidade de Coimbra | 1 a 6 de Março de 2010
Teatro Académico de Gil Vicente e Teatro da Cerca de São Bernardo | Coimbra
Organização da Reitoria da Universidade de Coimbra e d'A Escola da Noite
Para informações e reservas contactar através de geral@aescoladanoite.pt ou telefone 239718238